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O estresse e a maternidade: como eu sobrevivi ao primeiro ano de vida do meu filho.


Esse título pode soar exagerado a primeira vista, mas a verdade é que a chegada de um filho, especialmente do primeiro, é um momento muito estressante na vida da mulher e do casal. Dificilmente estamos preparadas para o ritmo frenético e esgotante que demanda os cuidados com um recém-nascido.

O final da gestação pode ser cansativo, e logo pensamos que quando o filho nascer, tudo vai melhorar. Mas a verdade é que os choros, as mamadas, trocas de fraldas a cada 3 horas ou quando for necessário, as cólicas do bebê e a a privação de sono, nos deixa sempre no limite.

Não faltam estudos para provar que a privação do sono leva a sintomas neuropsiquiátricos, comportamentais e físicos. Além disso, pode reduzir a capacidade cognitiva. E qualquer fator de estresse adicional, como um filho ficar com febre, ter uma diarreia, ficar doente, dormir mal, ou uma birra daquelas nos faz ficar à beira de um ataque de nervos.

E quando vem alguém e fala: "ah! mas isso vai passar, vai valer a pena, olha como o seu filho é saudável e perfeito." Acontece que quando você que está no seu limite sente vontade de responder: "não, não vale a pena. eu só queria a minha vida de volta. não aguento mais."

Mas é claro que esse não é o seu estado normal, não é o seu sentimento real. E tudo bem você se sentir assim. Você é humana, tem os seus limites!

Eu passei por tudo isso durante o primeiro ano de vida do meu filho. Acabei descuidando de mim, colocando toda a minha energia em cuidar do filho, da casa, da profissão e esqueci da Fernanda. De nutrir meus relacionamentos e de fazer aquilo que me dava prazer. Eu me afastei dos meus amigos, descuidei da alimentação, não tinha uma rotina de prática de yoga.

Isso foi me levando a um estado de tristeza, e meu corpo foi se ressentindo pela constante pressão. Percebi que eu estava mega ESTRESSADA. Essa sensação de esgotamento era completamente nova para mim, nunca havia me sentido assim antes.

Quando me dei conta desse esgotamento, chorei muitooooo e durante muitos dias. Eu abri a torneirinha de lágrimas e elas não paravam de rolar. Mas acredito que esse foi o primeiro passo para me curar: aceitar o que eu estava sentindo e não simplesmente negar ou fingir que não estava acontecendo. Aceitar a minha fragilidade e chorar a minha tristeza.

Depois desse quase afogamento em lágrimas, (agora consigo até dar risada, mas o papo é sério) eu estou buscando ajuda. E quero compartilhar com vocês algumas coisas que estão me ajudando a voltar ao meu estado de saúde e equilíbrio:

  • Colocar o pequeno na escolinha meio período. Meu tempo livre nunca foi tão precioso.

  • Deixar ele com uma babá para ir ao cinema ou sair para jantar.

  • Pedir ajuda aos familiares para cuidar do seu filho por uma hora para você fazer algo que te dá prazer, sem culpa! Ir ao salão, fazer uma massagem ou minha aula de yoga.

  • Estar ainda mais vigilante aos meus pensamentos e sentimentos. Ao menor sinal de RECLAMAÇÃO eu paro e AGRADEÇO as bênçãos em minha vida.

  • Sair de casa. Passear com o seu filho. Frequentar lugares que você ia antes de ser mãe, como aquela cafeteria que você ama!

  • Retomar o contato com as amigas.

  • Dividir as tarefas e cuidados com a casa e com bebê com o pai. Não tenha dedos para falar, seja específica: preciso de uma hora para fazer tal coisa.

  • Ou se a sua condição financeira permitir tenha uma funcionária em casa para lhe ajudar.

Lembre que não é sua obrigação fazer tudo sozinha. Eu demorei demais para realmente entender isso. Acredito que se tivesse feito muitos dos itens dessa lista mais cedo, não teria chegado a um nível de esgotamento tão alto. Por isso senti a necessidade de compartilhar essa minha experiência, para inspirar a confiança em outras mães, para que possam passar pelo primeiro ano de vida do seu filho com mais leveza!

O sutra "Ame o próximo como a Si Mesmo" é a mais pura verdade. Para amar o seu filho, você precisa se amar em primeiro lugar. E se você não cuidar de você, com o tempo não terá energia para cuidar de mais ninguém.

Sim, o tempo vai passar, as crianças vão crescer, e tudo isso vai melhorar. Virão novos desafios! Mas enquanto isso precisamos aprender a desfrutar do caminho, a enxergar a beleza do cotidiano. E tentar vivenciar a maternidade com mais alegria, mais leva e menos cobranças.

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